Guia
Verificado nas fontes oficiais em 13/08/2026.
Não. O visto B1/B2 é só para turismo e para atividades de negócios pontuais, como reuniões, feiras e conferências. Trabalhar com remuneração de fonte americana exige um visto de trabalho específico. Exercer trabalho com o B1/B2 é violação das condições do visto e pode gerar barra de entrada nos EUA.
O B1/B2 é o visto de turismo e negócios. A parte B1 gera boa parte da confusão, porque as pessoas leem negócios e entendem trabalho. Não é a mesma coisa. O B1 cobre atividades de negócios pontuais: participar de reuniões, ir a uma feira do setor, assistir a uma conferência, negociar um contrato. O que ele não cobre é exercer trabalho remunerado por fonte americana.
O critério prático é de onde vem o pagamento e que tipo de atividade você exerce. Reunião de negócios com a matriz americana da sua empresa brasileira: dentro do B1. Prestar serviço e receber de uma empresa dos EUA: fora do B1/B2, precisa de visto de trabalho.
Trabalhar com o visto de turismo é violação das condições do visto. As consequências vão além de perder aquela viagem: a infração pode gerar barra de entrada nos EUA, e um histórico imigratório com esse tipo de registro pesa em qualquer solicitação futura de visto — inclusive de outras categorias.
Mesmo em uma viagem legítima de negócios, quem define quanto tempo você pode ficar não é o visto, e sim o oficial de imigração na chegada. O prazo fica registrado no I-94, o documento eletrônico de entrada. Ultrapassar essa data cancela automaticamente o visto e pode gerar proibição de reentrada de 3 a 10 anos, dependendo do tempo excedido. Um dia a mais já configura a infração.
A negativa mais comum do visto americano se apoia na Seção 214(b): o oficial não ficou convencido de que o solicitante tem vínculos suficientes com o Brasil para garantir o retorno. Qualquer sinal de que a viagem é, na verdade, uma tentativa de trabalhar ou de permanecer nos EUA joga contra você. Por isso os fatores que o consulado observa são justamente os que te prendem aqui:
Seja específico e verdadeiro. Se a viagem é de negócios, diga qual é o evento ou a reunião, quem convidou e quem custeia. Uma carta-convite da empresa nos EUA em papel timbrado, assinada e carimbada, e uma carta da empresa brasileira informando o custeio da viagem sustentam a versão sem esforço. O problema quase nunca é a viagem de negócios em si — é a descrição vaga que deixa o oficial preenchendo as lacunas por conta própria.
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A aprovação do visto é decisão exclusiva do consulado americano. Confirme sempre na fonte oficial. Veja também as perguntas frequentes.